Como a alta c√ļpula diagnostica a sa√ļde da empresa

Temos observado no mercado em geral uma quase "massifica√ß√£o" da necessidade e do desejo de se otimizar a sa√ļde ‚Äď em seu sentido amplo ‚Äď nas organiza√ß√Ķes. Esse √© o lado bom da equa√ß√£o, por√©m o lado que deixa a desejar √© o de implementa√ß√£o de a√ß√Ķes eficazes de fato, que demonstram de forma irrefut√°vel as boas consequ√™ncias, mensur√°veis, dessa tal sa√ļde, t√£o importante para a c√ļpula e para toda a empresa.
Assim, conv√©m que alguns vetores da Sa√ļde Empresarial possam ser mensurados para enriquecer a pr√≥pria vis√£o da alta c√ļpula, a saber:

 

Qual a vis√£o da organiza√ß√£o em termos de sa√ļde (e qualidade) nos neg√≥cios?

1 ‚Äď Pelo pr√≥prio topo da pir√Ęmide empresarial
2 ‚Äď Pela organiza√ß√£o em todos os seus n√≠veis
3 ‚Äď Pelos clientes e parceiros afins ao neg√≥cio
4 ‚Äď Por "olheiros profissionais" (por exemplo ‚Äď consultorias especializadas) com vis√£o externa √† organiza√ß√£o em foco.

S√≥ por esses quatros prismas de observa√ß√£o pode-se concluir que haver√° uma tend√™ncia significativa a vis√Ķes comuns ‚Äď talvez em sua maioria ‚Äď mas tamb√©m vis√Ķes dispersas e at√© antag√īnicas em outra parte desse levantamento.
Um bom caminho para reduzir tais dispers√Ķes potenciais e, dessa forma, catalisar uma melhor imagem (menos viciada) da sa√ļde e da qualidade empresarial √© promover um diagn√≥stico / checkup organizacional.
Desdobrando um pouco de an√°lise cr√≠tica sobre a tal diagnose organizacional, como todo bom diagn√≥stico, nada melhor do que come√ßar com afirmativas e questionamentos, para em seguida se obter conclus√Ķes; cremos ser esse um bom e quase inevit√°vel caminho da excel√™ncia, focada em melhores resultados, no sentido de uma nova (e melhor) gest√£o empresarial para 2003.


Afirmativa:

Fazer um checkup (diagn√≥stico de nossa sa√ļde pessoal) completo √© important√≠ssimo, pois afinal de contas raramente sabemos sozinhos avaliar corretamente nossa plena condi√ß√£o f√≠sica.

Questionamento:

Quando foi a √ļltima vez que voc√™ fez esse tal checkup, t√£o importante assim? Chegou por acaso a fazer uma bateria de exames m√©dicos em 2002?

Conclus√£o Inicial:

Se voc√™ nunca fez, ou se fez j√° h√° algum tempo, ou ainda se o fez somente parcial, creio ser fundamental reavaliar a coer√™ncia de seus pensamentos com suas a√ß√Ķes.
Nota: se seu caso enquadra-se nos que fazem checkups periódicos, já agendou seu próximo?

Com essa reflex√£o, gostar√≠amos de criar um paralelo entre a sa√ļde f√≠sica pessoal e a sa√ļde negocial de uma empresa, seja ela na ind√ļstria, com√©rcio ou servi√ßos, tanto para grandes, m√©dias, pequenas e at√© micro empresas.

Vale a pena identificarmos alguns componentes b√°sicos neste processo de checkup de nossa sa√ļde, presentes tamb√©m num processo de diagnose empresarial, voltado a sa√ļde e √† qualidade.
Assim, destacamos abaixo 10 etapas básicas intrínsecas num diagnóstico:


1. Método Especialista
Para se realizar um bom checkup é pré-requisito um nível de expertise no assunto por parte de quem diagnostica, obviamente superior ao nosso conhecimento, dando assim maior consistência, profundidade, fidelidade e confiabilidade. Esse contexto aplica-se analogamente às empresas, que não são especialistas em diagnose, mas em seus respectivos negócios.

2. Ferramentas
Os laborat√≥rios cl√≠nicos disp√Ķem de uma s√©rie de equipamentos e/ou procedimentos anal√≠ticos. Para o mundo dos neg√≥cios, essa aplicabilidade tamb√©m √© v√°lida, pois como esse "ferramental" n√£o √© interno, deve-se busc√°-lo externamente.

3. Sintomas

Num exame, o m√©dico vai perguntar-lhe sobre sintomas e "rastrear" outros que talvez voc√™ nem interprete como problem√°ticos. N√£o sentir nenhum mal estar, √†s vezes, n√£o garante que est√° tudo bem com sua sa√ļde. Nas empresas, devemos analisar tamb√©m o que sentimos e rastrear ainda o que n√£o percebemos tamb√©m.

4. Exames Objetivos

Clinicamente, observa-se, mede-se, promovem-se efeitos contrastantes para melhor reunir um conjunto de variáveis mensuráveis que indiquem a real condição física. Numa organização, esse procedimento técnico deve ser similar.

5. Junta Médica

Alguns especialistas somam esforços para criar sinergia na identificação do problema e/ou em seu posterior tratamento, corretivo ou preventivo. Nos empreendimentos, criar essa sinergia, essa parceria, é fundamental.

6. Dados Comparativos

Os exames laboratoriais apresentam normalmente as "taxas" ideais, permitindo entender a dist√Ęncia entre uma e outra situa√ß√£o. Nos neg√≥cios, a utiliza√ß√£o de benchmarks √© similarmente important√≠ssima √† dimens√£o da real situa√ß√£o.

7. Causas

Se os exames n√£o permitirem chegar √†s prov√°veis causas ou prov√°vel causa, os objetivos do 
checkup talvez fiquem sem sustenta√ß√£o, pois n√£o permitir√£o a√ß√Ķes de melhoria √† sa√ļde. Situa√ß√£o semelhante ocorre nas empresas, onde muitas vezes confundem-se causas com consequ√™ncias. Cuidando-se somente das consequ√™ncias, promove-se uma terapia paliativa, sem resultados eficazes de cura e/ou real melhoria.

8. Conclus√£o

Ap√≥s essa "bateria de testes", temos um bom arsenal para evidenciarmos, com tecnologia de ponta, as devidas conclus√Ķes, que ampliar√£o a vis√£o da alta c√ļpula quanto √† qualidade de sua pr√≥pria empresa.

9. Prescrição

Baseados nos sintomas, nos fatos, nos exames, nas compara√ß√Ķes, nas causas e nas conclus√Ķes prescreve-se, respeitando-se a "cultura do diagn√≥stico", a terapia mais indicada, isso tanto para sa√ļde pessoal, como para os neg√≥cios.

10. Resultados

Dessa forma, estaremos garantindo, nos limites humanos, uma revers√£o da situa√ß√£o atual para uma melhor condi√ß√£o, controlando sistematicamente e periodicamente as vari√°veis b√°sicas da sa√ļde.
Alguns não querem fazer um checkup por desconhecimento; ou por auto-estima exacerbada; também podem achar que estão totalmente sãos e até mesmo achar que é caro fazer esses exames, esquecendo-se que sai muito mais caro o fato de não prevenir e/ou tratar das doenças, algumas podendo até levar à morte.
Paremos para pensar melhor: o primeiro passo para resolver bem um problema é conhecê-lo em profundidade e, se isso não ocorrer, algo de gravíssimo pode acontecer conosco: nada, continuando sem melhorias, num processo de atrofia física e/ou negocial.

Por :Waldir Ciszevski

Waldir Ciszevski √© diretor geral da  Qualitivity Consultoria & Produtividade e Gest√£o Empresarial, examinador para o Pr√™mio Nacional da Qualidade examinador  e instrutor /  para o Pr√™mio de Qualidade do Governo Federal, al√©m de articulistas para algumas m√≠dias como por exemplo o jornal O Estado de S√£o Paulo.Atualmente √© tamb√©m diretor Conselheiro da ACSP-Associa√ß√£o Comercial de S√£o Paulo-DC. 


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